Economistas pioram estimativa e veem inflação de 7,26% em 2016

Economistas pioraram as estimativas para a inflação e para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2016, segundo projeções divulgadas nesta segunda-feira (1º) no Boletim Focus, do Banco Central.

Eles esperam que a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), fique em 7,26% –a previsão anterior era de 7,23%. No ano passado, o país teve inflação de 10,67%.

A estimativa fica acima do limite máximo da meta do governo. O objetivo é manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos para mais ou menos (ou seja, variando de 2,5% a 6,5%). Para os próximos 12 meses, a projeção de inflação caiu de 6,91% para 6,82%.

Para o PIB, os analistas projetaram encolhimento de 3,01% da economia neste ano. Na semana passada, a projeção era de encolhimento de 3%.

A previsão para a cotação do dólar no final de 2016 passou de R$ 4,30 para R$ 4,35.

Em relação à taxa básica de juros (Selic), os analistas diminuíram a estimativa, de 14,64%, feita na semana passada, para 14,25%. É a mesma taxa em vigor hoje.

Entenda o que é o boletim Focus

Toda segunda-feira, o BC divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas de economistas para os principais indicadores econômicos do país.

Mais de 100 instituições são ouvidas e, excluindo os valores extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.

Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados, desprezando os menores e os maiores valores.

(Com Reuters)

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Curitiba: Algo errado embaixo da cama faz mulher denunciar marido pra PM

A desconfiança de uma mulher, de que o marido estaria guardando algo errado embaixo da cama, levou policiais militares do 23º Batalhão a 65 quilos de maconha na noite desta quinta-feira (28). A droga estava escondida dentro de extintores, numa casa da Vila Augusta, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), e teria vindo de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Segundo a PM, a mulher desconfiou que o marido poderia estar com algo ilícito e denunciou à polícia. Quando os policiais entraram na casa, encontraram os extintores e, ao abri-los, tiveram a surpresa.

Para caber dentro dos extintores, a droga estava dividida em pequenos tabletes de aproximadamente 300 gramas cada. Aos policiais, a mulher contou que desconfiou do marido depois que soube que ele, que trabalha como catador de materiais recicláveis, teria recebido R$ 500 para guardar o material em casa.

O marido da mulher não foi encontrado. Já ela, com medo do que pudesse acontecer por ter denunciado a droga, foi para um abrigo em uma instituição. Os filhos do casal ficaram com familiares.

A droga foi encaminhada ao Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (CIAC), no Portão. A Polícia Civil deve investigar para encontrar o verdadeiro dono da droga, uma vez que, segundo a PM, etiquetas nas embalagens constavam endereço de uma pessoa que não era o marido da mulher que denunciou.

Fonte: Parana Online

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Quanto o Brasil pode perder com os feriados de 2016

feriados

São Paulo – Os sete feriados nacionais que cairão em dias da semana em 2016 poderão custar custar à indústria brasileira cerca de R$ 54,6 bilhões – o equivalente a 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Brasil.

É o que revela o estudo O Custo Econômico dos Feriados Federais para aIndústria, divulgado nesta semana pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN).

Neste ano, somente 2 dos 12 feriados nacionais cairão nos finais de semana. Já em 2015, quando foi registrado número recorde de feriados federais em dias úteis, apenas uma folga caiu no fim de semana.

Além disso, o setor precisará lidar com 3 feriados em dias da semana que poderão ser emendados por caírem na terça ou na quinta-feira.

Também entra na conta da perda bilionária, calculada excusivamente para as indústrias, os feriados municipais e os mais de 40 estaduais.

Para a FIRJAN, essas datas atrapalham grande parte das atividades e elevam os custos dos processos de produção. A Federação sugere que para conter as perdas na indústria, as folgas que caem nos dias de semana deveriam ser alteradas para segunda ou sexta-feira.

“Em vista da atual necessidade de estimular a atividade produtiva e, ao mesmo tempo, aumentar a arrecadação, essas medidas seriam extremamente oportunas”, diz o relatório do estudo.

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Por que o Brasil não é o País da Energia Solar?

O Brasil, desde 2012, vem se ajustando a política de incentivo a micro gerador de energia limpa com captação de energia solar, a chamada energia fotovoltaica. Mas ainda estamos muito aquém dos países que hoje são referência nesse segmento como Alemanha, EUA e Japão.

Vivemos esse ano de 2016 uma crise energética, com o aumento exagerado na conta de energia. Como se não bastasse, o Governo Federal está passamos a estimular cada vez mais esse consumo na nossa base, aumentando assim o nível de emissão de CO2 e consequentemente da conta do consumidor, pois além de ser a mais poluente de todas as fontes que possuímos é a mais cara.

Produzir a própria energia já poderia estar se tornando um bom negócio no Brasil, basta alguns pouco incentivos, verdadeiros, do governo em tecnologia e legislação. O que temos já é um avanço, mas longe do que pode chegar.

Energia Solar

Veja os benefícios desse sistema:

  • Redução de perdas por transmissão e distribuição de energia, já que a eletricidade é consumida onde é produzida;
  • Redução de investimentos em linhas de transmissão e distribuição;
  • Edifícios com tecnologia fotovoltaica integrada não exigem área física dedicada;
  • Edifícios solares fotovoltaicos fornecem os maiores volumes de eletricidade nos momentos de maior demanda (Ex.: o uso de ar-condicionado é maior ao meio-dia no Brasil, quando há uma maior incidência solar);

Observando todos os benefícios da energia fotovoltaica, muitas pessoas podem se perguntar: por que então ela ainda não é largamente utilizada?

Os nossos gargalos são custo e legislação atual:

Veja a resolução da ANEEL- Agencia Nacional de Energia Elétrica, que regula o comportamento do micro produtor no Brasil.

Resolução 482 – Aneel 17, abril de 2012.

Capitulo II

  • 1º Para fins de compensação, a energia ativa injetada no sistema de distribuição pela unidade consumidora, será cedida a título de empréstimo gratuito para a distribuidora, passando a unidade consumidora a ter um crédito em quantidade de energia ativa a ser consumida por um prazo de 36 (trinta e seis) meses.

II – o consumo de energia elétrica ativa a ser faturado é a diferença entre a energia consumida e a injetada, por posto tarifário, quando for o caso, devendo a distribuidora utilizar o excedente que não tenha sido compensado no ciclo de faturamento corrente para abater o consumo medido em meses subsequentes

VIII – eventuais créditos de energia ativa existentes no momento do encerramento da relação contratual do consumidor serão revertidos em prol da modicidade tarifária sem que o consumidor faça jus a qualquer forma de compensação.

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Percebemos que o nosso governo vem falando em diversificação da matriz energética em sustentabilidade ambiental, mas não promove ações concretas para esse estimulo ao micro produtor fotovoltaico, pois essa fonte não tem sido contemplada efetivamente por políticas públicas específicas de longo prazo e pela legislação em vigor, apesar do país já ter iniciado incentivos a outras fontes renováveis de energia através do PROINFA17 e de possuir um vasto potencial para a aplicação dessas fontes. No Capítulo II da resolução 482 da ANEEL, podemos observar que temos dois pesos e duas medidas para consumo x geração. Quando você é micro gerador e tem uma geração maior que o consumo, a diferença de energia gerada vira crédito e sua energia vai para o sistema sendo essa repassada a outro consumidor e faturada pela concessionária gerando lucro, o inverso já não é verdade.

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Com relação ao custo, este ainda continua elevado em comparação com as fontes tradicionais de energia. No segundo semestre de 2013, a instalação de sistema fotovoltaico na Alemanha estava em torno de 1,69 mil euros o quilowatt de potência (kWp). No Brasil, o custo varia de 7 a 10 mil reais por kWp.

Veja como funciona um sistema fotovoltaico na prática, segundo o artigo do André Fava:

“Existem dois tipos de placas: as que utilizam a luz solar para o aquecimento de água e as que utilizam essa luz para a geração de energia elétrica. O primeiro tipo consiste em uma superfície escura que absorve a energia do sol e a transforma em calor. Já o segundo tipo converte a energia do sol diretamente em eletricidade. É composta de células solares feitas de materiais semicondutores (silício, em geral). São as chamadas células fotovoltaicas. Quando as partículas da luz solar (fótons) colidem com os átomos desses materiais, provocam o deslocamento dos elétrons, gerando uma corrente elétrica, usada para carregar uma bateria. Essa corrente é coletada pelos contatos metálicos nas superfícies. Dependendo do processo de fabricação utilizado, as células solares podem ser quadradas ou redondas.

As placas são encapsuladas com materiais plásticos (E.V.A. ou P.V.B.), para proteger as células solares. O lado onde a radiação incide é coberto com vidro temperado e a parte posterior com plástico Tedlar. Finalmente o módulo é emoldurado com uma estrutura de alumínio anodizado, que o protege contra as intempéries.

Como a tensão fornecida por cada célula é apenas uma fração de Volt, convém conectar várias células em série para obter-se uma tensão que possibilite carregar uma bateria. Este conjunto de células conectadas é chamado módulo fotovoltaico. Normalmente são utilizadas de 28 a 36 células de silício cristalino em cada módulo, dependendo do local onde os sistemas serão instalados (clima quente ou frio). Desta forma, temos que quando o módulo é exposto ao sol, ele gera energia elétrica em corrente continua, com tensão máxima variando entre 15 e 20 V, carregando, assim, uma bateria de 12 V (descontando as perdas devido aos cabos e diodos de bloqueio).

Para alcançarmos a potência desejada, convém ligar vários módulos em série. Isso depende muito do local onde está sendo instalado o sistema e a aplicação para a qual ele estará submetido. A esse sistema dá-se o nome de painel fotovoltaico.”

 

 

 

 

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10 Brasil é um dos maiores riscos do mundo em 2016, diz Eurasia

São Paulo – A crise no Brasil foi incluída pela consultoria Eurasia Group, uma das mais importantes do mundo, entre os 10 maiores riscos internacionais para o ano de 2016.

“A crise política e econômica deve piorar ao longo de 2016. Ao contrário das esperanças de alguns comentaristas e atores do mercado, a batalha do impeachment de Rousseff no começo do ano não deve terminar o impasse político”, diz o texto.

O problema é que se Dilma sobreviver no cargo, provavelmente não terá cacife para aprovar as reformas necessárias para conter o déficit público, além de continuar vulnerável aos efeitos da Lava Jato e da investigação sobre o ex-presidente Lula.

A briga pelo impeachment exigirá da presidente acenos a sua base de esquerda – o que explica a nomeação de Nelson Barbosa para o Ministério da Fazenda e tende ao enfraquecimento do ímpeto por corte de gastos.

“Se Rousseff continuar no cargo, será uma presidente cada vez mais cativa dos elementos radicais de seu partido e amarrada por um Congresso mais antagonista, levando à paralisia política”, diz o texto.

Caso Dilma caia e Temer assuma (o que a Eurasia considera menos provável) poderia haver um otimismo inicial no setor privado, com apelo pela união nacional, apoio do PSDB e sugestão de reformas.

Mas as fraquezas apareceriam rápido, já que o PMDB de Temer continuaria sendo alvejado pela Lava Jato, e manter o apoio político ao novo governo ficaria cada vez mais custoso para os outros partidos.

Temer ainda teria que lidar com um PT sem medo de ser oposição, descontente com a saída de Dilma e com uma nova “agenda neoliberal”, e isso em um cenário de desemprego chegando a dois dígitos.

Segundo a Eurasia, a forma mais “limpa” de sair da crise seria com a anulação da eleição de 2014 pelo Tribunal Superior Eleitoral com base na acusação de contribuições ilícitas de campanha. Uma eleição seria convocada em 90 dias .

“Apesar de improvável, este resultado teria o benefício de trazer um presidente eleito diferente com legitimidade política nova. Mas não estamos apostando nisso. 2016 será caracterizado pelo aprofundamento da crise no Brasil”, diz o texto.

Veja quais são os 10 maiores riscos internacionais para 2016 segundo o Eurasia Group:

1. O esvaziamento da aliança transatlântica entre Estados Unidos e Europa

2. O fechamento da Europa em si mesma

3. O impacto da desaceleração da China

4.  A ameaça do Estado Islâmico e seus “amigos”

5. Discórdia e instabilidade na Arábia Saudita

6. A entrada de atores importantes do mundo tecnológico no mundo político

7. Líderes imprevisíveis como Vladimir Putin (Rússia) e Taryp Erdogan (Turquia)

8. Crise no Brasil

9. Menos eleições (e, portanto, oportunidades de mudança) em mercados emergentes

10. Turquia

Fonte: Exame

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Na bolsa, Brasil vale menos que o Google

Somadas, as empresas brasileiras listadas na Bovespa encerraram 2015 valendo menos do que o Google.

Segundo levantamento da consultoria Economática, ao fim do ano passado, o valor de mercado do gigante de buscas era de 528 bilhões de dólares, contra 463 bilhões de dólares da bolsa brasileira.

A queda na capitalização da bolsa foi de expressivos 41,9%. Entre os pares latinoamericanos, ficou atrás apenas da Colômbia, cujo valor das empresas listadas recuou 42,5%.

Com o desempenho, o mercado brasileiro vem perdendo relevância na América Latina. Em 2014, a capitalização das empresas brasileiras representava 42,6%, fatia que caiu a 36,2% em 2015, praticamente empatando o México, que hoje representa 34,16% do valor de mercado das companhais listadas na região.

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